marketing pessoal

O comodismo fala alto

“Se eu tivesse minha empresa, não trabalharia de roupa social. Deixaria as pessoas se vestissem de forma que se sentissem à vontade. ” Quem nunca ouviu uma pérola como essa, não é mesmo?

Será que isso realmente funcionaria? Será que os clientes, principalmente os novos, seriam atraídos por uma pessoa que os atende com um moletom, uma calça jeans rasgada e um chinelo com meia, por exemplo? Ou então, o que será que pensariam se fossem abordados por alguém que boceja ou se espreguiça durante o atendimento? Sei que estou forçando uma pouco a barra, mas meu objetivo é que você pense sobre o quão importante é a imagem pessoal que apresentamos no dia a dia.

É óbvio que tudo depende também do tipo de empresa, se é uma loja ou apenas um escritório, se existe atendimento pessoal ou só telefônico, etc. Mas devemos estar sempre atentos quanto ao nosso comportamento, traje, modo de falar, higiene e outros tantos detalhes que, juntos, podem passar uma impressão errada e atrapalhar o processo de conquista e credibilidade. É como se tivéssemos que estar sempre com a mão em nosso interruptor interno para ligar ou desligar o uso de gírias, por exemplo.

Aquela história de “eu não ligo para o que pensam” deve ser muito analisada nesse tipo de ocasião. Concordo que seja importante estar confiante e satisfeito consigo mesmo, mas infelizmente o mundo não funciona dessa forma. A sociedade exige padrões comportamentais, visuais e de comunicação em diversas áreas e pequenos detalhes podem afetar diretamente o sucesso do contato. Não digo que isso seja certo ou errado, até porque minha opinião pouco importa, mas se ele funciona dessa forma é preciso se adequar, certo? É importante que exista uma adequação visual para cada ocasião.

“Mas, por que você está falando tudo isso? O blog não é sobre marketing? ”

Sim! E podemos chamar tudo isso de marketing pessoal’. Um estudo realizado em 2006 na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, indicou que leva apenas um décimo de segundo para julgarmos uma pessoa com base em rostos. Julgamentos – em termos de atratividade, confiabilidade, competência e agressividade – feitos nesse período de tempo não são muito diferentes daqueles realizados ao longo de períodos mais longos.

Ou seja: essa história de que julgar um livro pela capa não existe é mentira. Existe e todos nós cometemos esse erro, felizmente ou não, propositalmente ou não. É preciso sempre pensar na forma como queremos ser percebidos e agir de acordo com os nossos objetivos. O modo de se vestir, a maneira como nos comportamos e nossos cuidados pessoais, por exemplo, podem falar muito mais sobre todos nós, antes mesmo de falarmos qualquer coisa. Pense nisso!

 

Imagem: Freepik